O que te faz emagrecer

Comer bem e perder peso são incógnita e solução da mesma equação. Se tem na realidade peso em excesso ou quer apenas emagrecer alguns quilos para que possa caber no seu novo vestido/par de calças, o princípio continua a ser o mesmo:

O seu peso atual – bem como os seus hábitos alimentares correntes – são um produto artificial resultante da evolução social. A fim de voltar ao seu peso (ideal) natural, deve adotar uma dieta natural e com isso, fazer com que o seu metabolismo volte ao estado normal, que é ativo.

Eliminar o peso a mais envolve portanto, a reversão passo a passo, para um padrão alimentar natural que complemente o nosso metabolismo e permita assim ajudar-nos a emagrecer. É importante recordarmos que:

A) Não estamos a tentar apenas emagrecer – queremos implantar e manter um estilo de vida saudável.

B) É possível perder peso se seguirmos e confiarmos no processo – desde que se evitem “os alimentos nefastos” como os referidos na sessão anterior e da aplicação das estratégias (e sugestões alimentares) desta sessão.

Hoje temos muito de que falar, assim convém que tome algumas notas (para melhores resultados, imprima este artigo – ajudá-lo-á a compreender e a reter a informação aqui apresentada).

A Dieta Natural

Durante toda esta série de sessões realcei o fato de que há uma dieta “natural” para a qual os nossos corpos (e mais importante que tudo, o nosso metabolismo) estão preparados. Isto não implica utilizar determinados alimentos – tem mais a ver com a repartição das gorduras, das proteínas e dos hidratos de carbono pela nossa dieta, bem como “planearmos” as nossas refeições.

Afinal, qual é verdadeiramente essa dieta natural? Se fosse a si, olharia para a sua dieta atual, e faria o seguinte:

Reduzia drasticamente a quantidade de alimentos processados e substitua-os por alternativas de baixo teor em hidratos de carbono. Aumentava a quantidade de frutas e vegetais na dieta – as frutas são uma grande fonte de energia “natural” – não têm muitos hidratos de carbono e contêm fibras e proteínas suficientes para lhe dar componentes equilibrados. Reduzia os produtos mais gordos da sua alimentação, e substitui-a-os por alternativas baixas em gorduras (certifique-se de que não aumenta realmente os hidratos de carbono neste esquema). Tenha o cuidado de verificar se não está a ingerir proteínas e fibras suficientes nas suas refeições.

Aumente estes dois componentes vitais da sua dieta – tanto em “snacks” (mini-refeições) como nas suas refeições principais. O obstáculo principal para emagrecer podem ser os alimentos processados incluídos na sua dieta (bem como de certa maneira os elevados hidratos de carbono) – por exemplo, há um produto químico chamado glutamato de mono sódio (MSG) que faz com que o seu pâncreas produza muito maior quantidade de insulina do que é normal. O resultado disto? Sente-se faminto de alimentos, armazena mais gordura e eventualmente, cria obesidade. Este químico encontra-se praticamente em todos os tipos de comida pronta a comer e nos alimentos mais processados.

O Plano de Alimentação Natural

O mérito “da dieta natural” está na sua simplicidade: assim, logo que se comprometa a adotar uma atitude correta, compreenderá intuitivamente quais os alimentos que deve comer e quais evitar. Além disso, quando se mentalizar que o seu metabolismo e a sua “saúde” são as chaves para perder peso, começará automaticamente a adaptar a sua rotina diária face aos novos hábitos alimentares. De fato, uma vez que comece a dar prioridade à sua saúde, compreenderá que não necessita mesmo de controlar nada à medida – tudo funcionará por si sem qualquer necessidade de intervir.

O “Plano de Alimentação Natural” é muito similar à sua média de 3 refeições diárias, o que faz com que seja muito mais fácil de controlar. Na realidade, pode resumir-se tudo em alguns pontos fulcrais (integrando tudo aquilo que aprendemos até agora sobre os nossos metabolismos):

Mantenha viva no seu espírito a equação basilar (resultado das calorias = calorias ingeridas – as calorias gastas). Faça 4-5 refeições por dia (4 se for relativamente inativo, 5 se a sua rotina diária envolver alguns desportos e mesmo 6 se fizer um trabalho exigente de acondicionamento físico diário). Reduza a dimensão das quantidades das suas refeições – ou seja, coma menos por refeição. Isto deve ser calculado preferencialmente mantendo as suas exigências diárias de calorias sempre presentes. Em todo o caso, certifique-se de que come menos por refeição, já que esse é o ponto vital do processo de perder peso. Faça do seu pequeno almoço a sua refeição mais substancial do dia (em vez do almoço ou do jantar, como é o caso da maioria de nós). Isto ajudará o seu metabolismo a tornar-se mais ativo durante o dia, e permitirá que queime as calorias “a mais” até ao princípio da noite.

Faça um jantar ligeiro (bem como o almoço) – o nosso metabolismo reduz automaticamente o seu ritmo durante a noite, assim se ingerir calorias extra depois dessa altura, significará que irão ser convertidas em peso adicional porque não poderão ser queimadas logo. Faça a sua 4.ª refeição com um snack ao fim da tarde.

Como alternativa, poderia eliminar o almoço e programar dois snacks um a seguir ao outro – um ao meio-dia e outro às 4h seria o ideal. Com o tempo poupado durante a hora do almoço, pode até aproveitar para um exercício adicional (se se sentir inclinado a isso) ou aproveitá-lo para qualquer outra distração.

Além disso, se andar a fazer exercício físico ou seja desportista, assegure-se de que inclui um snack depois da sua sessão de treino – um snack energético de proteínas elevadas, fará maravilhas para ajudar o seu corpo a recuperar rapidamente do exercício físico e afasta a vontade de comer que poderia surgir depois de algum repouso.

E é tudo – vai ver que este plano completo requer apenas que faça pequenas mudanças no seu estilo de vida – uma vez que adote essa medida, tudo o resto (como atender ao que come e não deve comer) torna-se numa reação automática.

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